A Pequena Livraria dos Corações Solitários

Eu sou o tipo de pessoa que compra livros mesmo já tendo uma pilha gigante pra ler. Uma espécie de paqueradora literária. Lendo um e de olho em outro. Ou outros. Há uns três anos eu estava passeando numa livraria (adoro!) quando dei de cara com um livro de capa super fofa: A Pequena Livraria dos Corações Solitários, de Annie Darling. Além da capa e do título, gostei da sinopse, uma comédia romântica levinha, e resolvi comprar. Mas larguei na minha enorme pilha de livros e esqueci. Há poucos meses, numa noite de insônia, fui procurar algo leve pra ler e dei de cara com ele.

Comecei a ler e me envolvi com a história, leve e divertida. E acabei descobrindo que é o primeiro de uma série. Eu amo ler livros clássicos e também de suspense, mas uma comédia romântica é sempre um ótimo livro de cabeceira. Claro que comprei todos os outros.

A livraria tem quatro funcionários carinhosamente chamados pela dona, Lavinia, de um “bando de alegres desajustados”. Posy, Verity, Nina e Tom são os quatro corações solitários da livraria e têm um livro dedicado a cada um.

“Era uma vez uma pequena livraria em Londres, onde Posy Morland passou a vida perdida entre as páginas de seus romances favoritos. Assim, quando Lavinia, a excêntrica dona da Bookends, morre e deixa a loja para Posy, ela se vê obrigada a colocar os livros de lado e encarar o mundo real. Porque Posy não herdou apenas um negócio quase falido, mas também a atenção indesejada do neto de Lavinia, Sebastian, conhecido como o homem mais grosseiro de Londres. Posy tem um plano astucioso e seis meses para transformar a Bookends na livraria dos seus sonhos — isso se Sebastian deixá-la em paz para trabalhar. Enquanto Posy e os amigos lutam para salvar sua amada livraria, ela se envolve em uma batalha com Sebastian, com quem começou a ter fantasias um tanto ardentes. Resta saber se, como as heroínas de seus romances favoritos, Posy vai conseguir o seu “felizes para sempre”.

Esse título, com essa capa linda e essa sinopse fofa, além do fato da história se passar em Londres me fizeram comprar o livro. Os pais de Posy trabalharam com Lavinia durante toda vida. Seu pai administrando a livraria e sua mãe administrando o salão de chá anexo. Até que eles morrem num acidente de carro quando Posy ainda é muito jovem e seu irmão Sam apenas um garotinho. Lavinia os deixa morando no apartamento logo acima da livraria e quando morre deixa a livraria praticamente falida para Posy. A moça tem dois anos para colocar o negócio nos eixos ou Sebastian, neto de Lavinia, assumirá a loja no lugar dela.

Apesar de ter achado o livro fofo, ele é o mais fraco dos quatro. Posy é muito imatura aos 28 anos. Às vezes Sam, seu irmão adolescente, é mais maduro que ela. Em compensação ela ama livros, especialmente livros românticos da época da Regência e sabe absolutamente tudo sobre eles. Sebastian, o neto de Lavinia, é um dos personagens literários mais chatos que já vi. É rico e o rei da tecnologia, tendo uma aplicativo de encontros chamado HookUp que faz muito sucesso. Parece que esses aplicativos estão na moda, não? Posy quer transformar a livraria num local que venda apenas ficção romântica e Sebastian é completamente contra. Apesar dos diversos arranca-rabos que eles têm durante toda a história, de alguma maneira os dois funcionam bem juntos.

Eu adoro a interação de Posy com seus amigos Verity, Nina e Tom, apesar de todos serem completamente diferentes um do outro. Verity é introvertida, Nina é uma pin-up moderna e Tom trabalha numa tese de doutorado e é muito misterioso. Mesmo com essas diferenças, ou talvez por causa delas, todos são muito amigos. Também achei super divertido Posy dando uma de Julia Quinn e escrevendo contos eróticos de época (com Sebastian como personagem principal). Outra coisa que amei foi o fato do livro ser cheio de citações literárias que vão desde Jane Austen e Charlotte Brontë até Sophie Kinsella. Inclusive a última citação do livro é bem sugestiva.

O que não gostei foi a forma super rápida que a autora deu para os dois personagens se entenderem. É como se ela tivesse escrito as últimas páginas às pressas. Dá a sensação que está faltando alguma coisa. Porém, mesmo com uns defeitinhos o livro é divertido e fofo.

Eu me apaixonei pela livraria. Adoraria me deparar com ela em Londres ou em qualquer outro lugar do mundo.

As Pontes de Madison

Eu não lembro quando assisti ao filme As Pontes de Madison pela primeira vez. Lembro que foi no cinema (os personagens principiais foram magnificamente interpretados por Meryl Streep e Clint Eastwood) e depois vi em DVD algumas vezes. Já a peça, eu lembro perfeitamente. Estava de férias em São Paulo e fui assistir à estreia no dia 17 de Julho de 2009 no Teatro Renaissance. Jussara Freire e Marcos Caruso estavam soberbos nos papéis de Francesca Johnson e Robert Kinkaid.

Há pouco tempo estava na casa de uma amiga e vi o livro, escrito por Robert James Waller. Ela me emprestou e eu o trouxe pra casa. Isso foi há uns dois ou três meses. Tenho mania de deixar livros ‘na fila’. Essa semana resolvi lê-lo e o fiz em dois dias, de tão envolvida que fiquei com a história.

Robert Kinkaid é um fotógrafo que vive em Washington e faz trabalhos para a revista National Geographic, e para isso viaja pelos quatro cantos do mundo. Divorciado e sem família, é uma alma livre. Francesca Johnson é uma dona de casa casada, mãe de dois filhos adolescentes e leva uma vida tranquila e sem grandes emoções. Quando Robert vai para a pacata cidade de Winterset, no condado de Madison, Iowa, para fotografar as sete pontes cobertas que ali existem, as vidas dos dois nunca mais voltam a ser as mesmas.

Robert já havia encontrado seis das sete pontes que iria fotografar, mas estava perdido quanto à ultima. Francesca está na varanda de sua casa bebendo uma limonada e aproveitando uns dias sozinha, já que seu marido e filhos foram passar uns dias fora, numa feira de gado, quando vê uma camionete se aproximando e Robert para diante dela para pedir informações sobre a tal ponte que precisava encontrar. Num impulso ela resolve levá-lo até lá.

Fica evidente que os dois irão se apaixonar. O aventureiro Robert consegue acalmar seu coração diante desse amor, e a calma Francesca entra em ebulição por causa dele. É um amor intenso, maduro e realista com tudo que uma relação assim implica. Apesar de adultério ser um tema polêmico (com razão), Waller descreve a relação dos dois com uma delicadeza tão grande que fica praticamente impossível não torcer por eles.

Quem já assistiu ao filme sabe como termina. O capítulo final é tão lindo que fiquei com os olhos marejados, e eu sou uma pessoa difícil de chorar. Apenas leiam.

Das sete pontes cobertas de Madison retratadas no livro, seis ainda existem e são monitoradas 24 horas por dia por um sistema de câmeras e alarmes, para conter a depredação que haviam sofrendo. Uma delas infelizmente pegou fogo há alguns anos.

Algumas frase marcantes do livro:

“Em um mundo cada vez mais endurecido, sobrevivemos todos com nossas próprias carapaças de sensibilidades encobertas. Em que ponto a grande paixão termina e a insipidez se inicia, não sei.”

“Previsibilidade é uma coisa, medo de mudar é outra.”

“O erotismo, de alguma forma, era um negócio perigoso e impróprio para seu modo de pensar.”

“Os velhos sonhos foram bons sonhos; eles não deram certo, mas fico contente porque os tive.”

“Num universo de ambiguidades, este tipo de certeza só existe uma vez, e nunca mais, não importa quantas vidas se vivam.”

Por causa da pandemia, entre outras coisas, eu quase desisti desse blog. Depois de quase um ano sem postar, resolvi retomar a ele porque gosto de escrever e apesar de não ganhar dinheiro com ele (quem sabe um dia?) é um dos meus hobbys preferidos. Bem vinda de volta pra mim! 😉

Salzburg – Dia 2

No nosso segundo dia em Salzburg, o tempo amanheceu frio e chuvoso. Acredito ter sido esse o dia mais frio da viagem. Precisávamos de um lugar quentinho e aconchegante para o desjejum. Quase tudo na cidade remete a Mozart. Tem cafés, restaurantes, chocolates, até mesmo lojas que alugam vestimentas da época do compositor. Então resolvemos tomar o café da manhã no Café Mozart, decisão mais que acertada. Esse restaurante super tradicional foi fundado em 1922 e serve um delicioso café da manhã. Uma das muitas especialidades da casa é o Salzburger Nockerl, uma espécie de crepe que é servido quente, como sobremesa. Ele é composto principalmente de ar envolvido numa leve casca de açúcar, ovo e muito pouca farinha. Delícia! O endereço do Café Mozart é Getreidegasse 22, 5020 Salzburg.

Pra começar bem o dia
O famoso Salzburger Nockerl

Depois do nosso delicioso café da manhã, fomos a Mozarts Geburtshaus, a casa amarela onde Mozart nasceu e hoje é um museu. A casa foi amplamente reformada e hoje exibe uma exposição permanente, com destaque para a época em que o compositor viveu em Viena. A grande atração do museu é o cravo onde ele compôs a maioria dos concertos para piano. Os ingressos custam 12,50 euros (adulto) e 3,50 euros (crianças entre 6 e 14 anos). Crianças menores de 6 anos não pagam e o museu tem valores reduzidos para famílias e grupos. Você pode comprar aqui ou na bilheteria do museu. É uma atração imperdível na cidade e fica num prédio do século 15, no endereço Getreidegasse 9, 5020 Salzburg.

Em frente à Mozarts Geburtshaus. Com o povo aglomerado lá atrás.

A rua onde Mozart nasceu é a principal do centro histórico de Salzburg. Movimentada, cheia de lojas, restaurantes, hotéis e o ponto por onde mais circulam os visitantes da cidade. E tem uma curiosidade muito interessante: muitos dos letreiros das lojas são feitos de ferro e alguns são até mesmo folheados a ouro. A origem, dizem, vem da Idade Média, quando muitas pessoas não sabiam ler e era importante uma linguagem simbólica. Então numa sapataria, você encontra um sapato no letreiro. Numa padaria, um pão e assim por diante.

A Getreidegasse

Como choveu quase o tempo inteiro, passamos o dia entrando e saindo de lojas, onde aproveitamos e fizemos umas comprinhas. Estava tão frio que acabei comprando um par de luvas de couro.

Fomos almoçar no Nordsee, um restaurante que tem endereços na Áustria e Alemanha e serve basicamente frutos do mar. Você escolhe o que vai comer numa vitrine e pede o prato frio ou quente. Meu camarão estava muito bom. O Nordsee Salzburg fica em Getreidegasse 11, 5020 Salzburg.

Meu camarão com salada de batatas

Por indicação de uma prima, fomos conhecer o Café Tomaselli. Esse café que era frequentado por ninguém menos que Mozart, é datado de 1700 e pertence à família Tomaselli desde 1852. O lugar é muito bonito, com magníficos painéis de madeira com incrustações que adornam as paredes, mesas de mármore e bandejas de prata que levam os clientes a viajarem no tempo. Como tínhamos almoçado há pouco tempo, resolvemos só tomar um champanhe. Adorei e super recomendo. Fica em Alter Markt 9, 5020 Salzburg.

Hora do champanhe
Chovia torrencialmente quando chegamos ao café, por isso a foto é da Afar Magazine

Saímos do Tomaselli direto para o hotel para descansarmos um pouco enquanto esperávamos a chuva passar. À noite fomos para um bar/lounge/café/restaurante chamado Carpe Diem Finest Fingerfood. É um lugar sofisticado e aconchegante, com uma culinária notável que recebeu uma estrela Michelin. Tem mesas do lado de fora também e embora a chuva tivesse cessado, estava muito frio e ficamos indoors mesmo. Música agradável, ambiente acolhedor, ótima comida e bebida e conversas com muitas risadas. Uma excelente maneira de terminar o dia. O Carpe Diem fica em Getreidegasse 50, 5020 Salzburg.

Teve fondue de chocolate de sobremesa
Prost!
Essa linda igreja fica pertinho do restaurante. Pena que estava fechada nas duas vezes que passei por ela.

Salzburg – Dia 1

Salzburg foi um dos sonhos realizados na minha vida. Meu filme preferido de todos é A Noviça Rebelde, que foi filmado nessa cidade encantadora.

Saímos de Munique com o dia chuvoso, pra variar. Comprei a passagem de trem pela internet aqui, mas é tranquilo comprar na estação. São vários trens saindo de Munique para Salzburg todos os dias. A viagem dura cerca de 1 hora e 30 minutos.

A cidade de Salzburg está situada nos dois lados do rio Salzach, aos pés dos alpes austríacos e perto da fronteira bávara. O centro da cidade, com sua rica mistura de arte e arquitetura, foi considerado patrimônio Mundial pela Unesco em 1996. Além de ser a cidade onde foi filmado A Noviça Rebelde, Salzburg é a cidade natal de Wolfgang Amadeus Mozart, um dos meus compositores clássicos preferidos.

Chegamos na cidade perto de meio-dia e pegamos um taxi direto para o hotel. Ficamos no Salzburg Altstadthotel Kasererbraeu, situado em um edifício de 1342! Amo esses prédios antigos! O hotel fica situado no centro histórico, a 4 minutos a pé da catedral de Salzburg, 8 minutos a pé da casa onde nasceu Mozart e 12 minutos  a pé do Castelo de Hohensalzburg. É um hotel 4 estrelas com cara de 3, mas bem aconchegante e com funcionários atenciosos e ótimo custo/benefício. O endereço é Kaigasse 33, 5020 Salzburg, +43 662 842445.

Fachada do hotel. Foto da Wikipedia

Largamos as malas no hotel e fomos passear pelo centro. Salzburg superou as minhas expectativas. A cidade é belíssima! A catedral, com sua fachada magnífica e cúpula poderosa, representa o edifício barroco mais impressionante ao norte dos Alpes.

Catedral de Salzburg. Como o dia estava nublado, peguei essa foto da Wikipedia

Ela é tão linda por dentro quanto por fora. Tem cinco órgãos dentro da igreja. Fiquei imaginando todos tocando ao mesmo tempo. Deve ser maravilhoso ouvir. Acho som de órgão divino.

Não é maravilhosa?
Fazendo o reconhecimento da cidade, com o castelo Hohensazlburg acima.

Espremida entre a catedral e a Fortaleza Hohensalzburg está a pequena, mas bela Kaptelplatz. Antigamente o espaço era ocupado por um mosteiro pertencente à catedral. Ali tem um enorme globo dourado que atrai a atenção de quem passa. No topo do globo há um homem que olha fixamente para a montanha à procura de uma mulher. Dizem que ela está lá, escondida em uma gruta, mas confesso que não vi. A obra se chama Sphaera e é do escultor alemão Stephan Balkenhol. Na colina próxima você pode ver a fortaleza Hohensalzburg, o maior castelo totalmente preservado da Europa Central.

A fotógrafa cortou a cabeça do rapaz

Uma das praças mais lindas da cidade é a Resindenzplatz, um átrio maravilhoso onde fica a Residenzbrunnen, a fonte mais bonita de Salzburg.

Maria von Trapp passou por aqui.

Almoçamos no restaurante Camino Essbar, com comida típica local. Comi um Schweinsbraten (porco assado) com bolinho de massa Semmelknödel (um bolinho feito com pão) e salada de repolho. Estava bem saboroso. Depois que fui a esse restaurante, li umas críticas nada favoráveis a ele, falando principalmente do atendimento. Porem eu e minhas amigas fomos muito bem tratadas. Minha amiga Adrianinha ganhou até um pirulito do garçom, porque ela era “so sweet’. Achei o serviço muito bom. O endereço é Judengasse 10, 5020 Salzburg.

Meu almoço estava bem gostoso

Passeando pela cidade, encontramos a Goldgasse, uma rua que conecta a Residenzplatz com o Alter Markt (mercado velho). A via romântica recebe o nome de ourives e outros artesãos que já tiveram seus negócios lá. O Alter Markt, no centro histórico da cidade, ainda é um centro comercial urbano desde o século 13.

A cidade inteira é linda assim

Terminamos o dia no restaurante italiano Sto Bene Salzburg, onde saboreei um delicioso risoto. Apesar de ter gostado da culinária austríaca/alemã, não é o tipo de comida que consigo comer todos os dias. O Sto Bene fica no endereço Kaigasse 13, 5020 Salzburg, Áustria, bem pertinho do hotel.

Risoto com trufas e frango no Sto Bene. Delicioso!

Neuschwanstein

Eita blog abandonado! Ainda bem que não vivo disso.

Vocês já ouviram falar no Schloss Neuschwanstein, ou Castelo de Neuschwanstein? Ele fica na região da Bavária, na Alemanha e foi construído na segunda metade do século XIX por ordem do rei Ludwig II da Bavária, considerado insano por suas excentricidades. Apesar de não ser permitido fotografar seu interior, é um dos lugares mais visitados e fotografados da Europa e o cartão postal da Alemanha. Dizem que foi nesse castelo que Walt Disney se inspirou para construir o castelo da Cinderela.

O Neuschwanstein está  localizado nos arredores da cidadezinha de Füssen, a duas horas de Munique. É bem tranquilo chegar lá.

Os trens partem para Füssen da estação principal de Munique, a Munchen HbF. A estação é muito grande, então cuidado com o horário. Você pode comprar seu bilhete pouco antes da partida ou pela internet aqui. A viagem de trem dura aproximadamente duas horas. Não há lugares reservados nos trens regionais, então é bom chegar uns 15 minutos mais cedo para garantir bons lugares. E ir apreciando a paisagem no caminho.

Você consegue ver o castelo já no caminho para Füssen

Dá pra fazer um bate-volta Munique/Füssen tranquilamente e foi o que fizemos. Pegamos o trem por volta das 9 da manhã e já compramos o bilhete de volta para às 17h. Pra variar, choveu quase o dia inteiro. Foram as férias mais molhadas da minha vida.

Há um outro castelo nos arredores, o Hohenschwangau, e você pode visitar os dois castelos no mesmo dia. Optamos só pelo Neuschwanstein e só vimos o Hohenschwangau de longe. Por fora ele é bem bonito.

Castelo Hohenschwangau

Você não paga nada para passear pelos arredores do castelo. Mas para entrar a melhor coisa é comprar o bilhete através da internet. A visita é guiada, com hora marcada e dura meia hora, já que a maioria dos aposentos não foi decorada, por causa da morte precoce do seu idealizador, o príncipe Ludwig II. Os ingressos podem ser comprados aqui.

Chegando na minúscula estação de Füssen, você pega os ônibus 73 ou 78 e em menos de 10 minutos você descerá em Hohenschwangau/Castles. De lá você já vê a bilheteria e escolhe a fila de retirada ou de compra de ingresso.

Há três maneiras de subir até o castelo. A pé, numa caminhada que dura por volta de 40 minutos respirando o ar puro da montanha, de ônibus (1,80 euros pra subir e 1 euro pra descer) ou de charrete (6 euros pra subir e 3 euros pra descer). Nós queríamos ter subido a pé, mas como fazer isso com a chuva que não parava de cair e a estrada molhada e escorregadia? Até tentamos pegar o ônibus na subida, mas havia filas e filas de turistas. Resolvemos pegar a charrete pra subir, mas morri de pena dos cavalos.

A visita ao interior do castelo é dividida em grupos, e se você perder seu horário, perde o ingresso. É bom ficar atento. As salas decoradas do castelo foram inspiradas nas obras do compositor Richard Wagner, por quem o rei Ludwig era obcecado. Como já disse, infelizmente as fotos não são permitidas no interior do castelo.

Saindo do castelo tem alguns bares e restaurantes em volta, caso você queira beber ou comer alguma coisa. É uma delícia passear por ali, mesmo com a chuva. Nunca havia sentido um ar tão puro na minha vida. O cheiro é maravilhoso!

Cheiro de floresta
Completamente paramentada para um dia frio e chuvoso

Saindo do Neuschwanstein você caminha uns dez minutos até a Mariensbrücke, uma ponte de onde se tem a melhor vista do castelo. Apesar da chuva, estava lotada, mas a gente sempre consegue dar um jeitinho de tirar uma foto.

O castelo é lindo!

Resolvemos voltar para Füssen de ônibus e felizmente não precisamos esperar muito por ele. A viagem é rápida e fomos almoçar num dos vários restaurantes da cidadezinha, que por sinal, é uma gracinha.

Existem controvérsias quanto o Neuschwanstein ter inspirado o castelo da Cinderela, mas sem dúvida alguma, é um castelo de contos de fadas.

Abaixo mais algumas fotos.

Oktoberfest

Uma das coisas que me fez viajar para a Alemanha no início de outubro foi a famosa Oktoberfest, que sempre tive curiosidade em conhecer.

A Oktoberfest (Festa de Outubro, em Alemão) é um festival de cerveja criado em 1810 pelo rei Ludwig I para celebrar seu casamento.

No dia que fomos ao festival, embora o dia estivesse bastante nublado, a chuva resolveu dar uma trégua. A festa é realizada no parque Theresienwiese, que foi assim batizado em homenagem à noiva de Ludwig I, a princesa Teresa de Saxe-Hildburghausen.

O parque fica longe do centro e do nosso hotel, mas como tínhamos trem a toda hora, num instante chegamos lá. Confesso que fiquei impressionada com a estrutura da festa. Imaginava um pavilhão enorme cheio de biergarten com pessoas comendo e bebendo cerveja à vontade.

Realmente isso acontece, mas a Oktoberfest vai muito além de comer e beber cerveja. A estrutura da festa é sensacional. Além das inúmeras cervejarias, você encontra parques de diversão, barraquinhas vendendo brinquedos e guloseimas, lojas de souvenirs, além de fazerem gincanas para divertir as pessoas. Você não paga para entrar no parque, só o que for consumir.

Apesar do dia nublado, que delícia de aglomeração

Muitos alemães (e alguns turistas também) se vestem com o tradicional traje da Bavária. O vestido é chamado de Dirndl, e o conjunto masculino tem o nome de Lederhosen. Soube que o conjunto masculino tem versão em bermuda e calça, mas só vi homens de bermuda. Aquele povo não sente frio! Devia estar uns 10 a 12 graus no dia.

Em algumas das cervejarias é cobrada uma espécie de caução, caso o consumidor resolva levar o copo pra casa. Até me deu vontade de levar o meu, mas sair carregando um copo de 500 ml de vidro durante a festa inteira não me pareceu aprazível e resolvi devolver e pegar meu dinheiro de volta.

Olha o tamanho do copinho

Além das cervejarias menores, há enormes pavilhões cheios de músicas e dançarinos. No que fiquei teve de tudo, inclusive música brasileira. E você encontra gente de todos os lugares do mundo. Todo mundo canta, dança, bebe e come junto. É muito divertido!

Que linda aglomeração!
Casal alemão super simpático que sentou conosco
Aqui tem um litro de cerveja
Não poderia faltar a típica linguiça alemã

Depois de 1,5 l de cerveja, eu decidi que era corajosa o suficiente pra andar num brinquedo que você senta numa cadeira e vai girando até chegar no alto. Uma moça estava usando scarpin e teve que deixar o sapato embaixo. Vai que voasse e machucasse alguém.

Eu andei nisso aí e morro de medo de altura. O que bebida não faz
Foto que tirei do alto. Gente, que medo!

Eu fiquei agradavelmente surpresa com a Oktoberfest. Claro que sempre tem uns bêbados pelo caminho, mas o alto astral e a alegria da festa superam tudo.

Por causa da pandemia, em 2020 não teve Oktoberfest. Vamos torcer pra que tudo fique bem de novo e que todo mundo possa desfrutar novamente dessa maravilhosa festa.

Munique

No dia em que fomos embora de Berlim, estava chovendo muito, muito mesmo. Saímos umas seis da manhã do hotel (ainda estava escuro) e pegamos um táxi até a Berlin Hauptbahnhof (Estação Central de Berlim), onde encontramos Adrianinha e Isaura. Tomamos café por lá mesmo e partimos para Munique.

Há vários trens saindo de Berlim para Munique. O primeiro sai às 6 da manhã e o último sai aproximadamente às 15:40. Durante esse período os trens saem de hora em hora e, no horários de pico, até dois por hora. Compramos as passagens pela internet aqui.

A viagem dura cerca de quatro horas e meia e, pra variar, chegamos em Munique debaixo de chuva. Pegamos um táxi direto pro Mercure Hotel Muenchen Neuperlach Sued, um três estrelas que fica a uns 10 km da Marienplatz, praça principal de Munique, mas há quatro minutos a pé da estação de U-Bahn Therese-Giehse-Allee, com trens que atravessam toda cidade. O hotel é moderno, com quartos com wi-fi gratuito, TV, frigobar e utensílios para fazer chá e café. Um bom custo/benefício. Fica na Rudolf-Vogel-Bogen 3, 81739 München, telefone +49 89 638000.

Munique é a capital da Bavária e tem cerca de 1,472 milhão de habitantes (dados de 2019). É uma cidade que une o antigo e o moderno e vai muito além da Oktoberfest, sua festa mais famosa.

Ela ainda conserva alguns portões da antiga cidade murada, como o Karlstor, um dos mais antigos da cidade.

Karlstor, um dos mais antigos portões de Munique

A praça mais famosa de Munique é a Marienplatz, que tem sido o coração geográfico e cultural da cidade desde 1158. O local é a casa de prédios importantes, como as prefeituras velha e nova.

Mais parecida com um castelo de contos de fada, a antiga prefeitura de Munique (Altes Rathaus) tem estado no coração da capital bávara por mais de 700 anos.

Prefeitura Velha. Fofa, não?

A prefeitura nova (Neues Rathaus) foi construída entre 1867 e 1908 num impressionante estilo neo-gótico e é um dos prédios mais emblemáticos da cidade. É na torre da prefeitura que o Glockenspiel, um relógio quase da idade do Brasil, ganha vida, encenando uma dança e uma luta, sempre às 11 h da manhã e também às 12 e 17 h no verão.

A imponente prefeitura nova. Foto tirada em noite de chuva. 😦

Um lugar interessante também é a Frauenkirshe, a catedral de Munique. Construída no topo de uma igreja românica que remonta ao século 12, a catedral de estilo gótico foi concluída em 1488, com as cúpulas coroando suas torres em 1525. Há uma lenda interessante sobre a catedral. O arquiteto Jorg von Halspach precisava de fundos para a construção da igreja e resolveu fazer uma barganha com o Diabo. O Diabo bancaria a construção sob a condição de que fosse uma celebração na escuridão, sem janelas para deixar entrar a luz. Pronta a igreja, o arquiteto chamou o Diabo pra ver sua obra. Ele entrou até certo ponto e não viu janelas, mesmo tendo luz no prédio. Ficou satisfeito até dar o próximo passo, quando viu várias janelas nas laterais da igreja. Ficou puto com isso e bateu o pé, deixando assim sua marca na catedral. Há uma pegada bem antiga na entrada da igreja com um pé com uma espécie de esporão. Será?

Não dá pra ver as janelas daqui
A pegada do Diabo

Acabei não indo a nenhum museu em Munique, o que achei uma pena, mas tínhamos só três dias na cidade. Um deles foi dedicado ao Oktoberfest e o outro a Füssen, para visitar o Castelo de Neuschwanstein. Um bom motivo pra voltar.

Munique tem ótimos restaurantes e destaquei alguns aqui.

Ratskeller – Esse restaurante é incrível e fica nos porões da prefeitura. Ele é gigante, tem 15 ambientes e pode acomodar até 1100 pessoas. Nunca vi um restaurante tão grande! Em cada ambiente a decoração é diferente, variando da mais romântica a mais requintada. E a comida é bem gostosa. Acabei não tirando fotos lá dentro porque fomos jantar lá depois de um dia na Oktoberfest (estava cansada e ligeiramente embriagada de cerveja) e porque fiquei chateada em perder uma echarpe que eu adorava no restaurante e quem achou não levou nos Achados e Perdidos. Porém garanto que vale à pena conhecer. O endereço é Marienplatz 8, 80331 München.

Rischart – É uma confeitaria bastante famosa na cidade e com vários endereços. Tem doces de todos os tipos e um café da manhã delicioso. Fomos na que fica em Neuhauser Str. 2, 80331 München.

Café da manhã muito gostoso na Rischart

Zum Spöckmeier – É um restaurante típico alemão, com garçons atenciosos e pratos variados. Comi um joelho de porco muito bom, embora enorme. Vale à pena conhecer. Rosenstraße 9, 80331 München.

Meu joelhinho de porco
Apfelstrudel, a famosa (e incrível) torta de maçã alemã

La Vida – restaurante aconchegante que serve comida italiana e espanhola pra desenjoar da comida alemã. Sendlinger Str. 28, 80331 München.

No La Vida, vinho antes da comida chegar.

Berlim – Dia 3

No nosso terceiro e último dia e Berlim, choveu pra caramba. Eu nunca havia pegado tanta chuva numa viagem antes. Adorei a viagem, claro, mas preferia que tivesse sido um pouco mais seca.

Tomamos café da manhã no Dean & David, novamente. Lugar agradável e comida saudável e gostosa. Num dia de chuva, pra que procurar outro? De lá fomos na loja do Ampelmann. Sabe o que significa? Simplesmente homem do semáforo. Aqueles bonequinhos icônicos nos semáforos de Berlim são tão queridos que têm até loja. São seis espalhadas pela cidade.

Depois da construção do muro de Berlim, o psicólogo de tráfego, Karl Peglau, resolveu criar uma figura mais divertida para os semáforos. Desde cedo, as crianças aprendiam a se comportar no trânsito e o Ampelmann era uma forma lúdica de ensinar isso aos pequenos. Ele ficou tão querido que, mesmo depois da queda do muro, a imprensa, junto com o povo berlinense, se mobilizou para a volta dos fofos homenzinhos, já que eles já tinham começado a ser substituídos pelos semáforos oficiais da Europa.

Hoje as lojas vendem todo tipo de produto com os Ampelmann (não sei como é o plural). E também as meninas do semáforo. Tem imã de geladeira (comprei um homenzinho andando e uma menina parada), camisetas, borrachas, lápis, guarda-chuva, mochilas, toalhas, roupinhas de bebê, além das balinhas que ficam numa bandeja na loja pra quem quiser pegar.

Os homenzinhos
As menininhas

Como a chuva havia dado uma pequena trégua, saímos da loja e fomos até a Alexanderplatz, onde tem um dos mais queridos símbolos de Berlim, o Relógio do Horário Mundial. Tombado desde 2015 pelo patrimônio histórico, o relógio é um dos pontos mais visitados pelos turistas.

Ele foi construído em 1969, ainda na Alemanha Oriental, e marca a hora de 146 países. Não deixa de ser irônico, já que a Alemanha Oriental queria isolar as pessoas do resto do mundo e ali mostrava justamente que horas seriam em vários países do mundo. O relógio funciona perfeitamente até hoje. Na verdade, até melhor, já que depois da queda do muro foram feitos ajustes em alguns fusos horários que estavam errados, além de terem acrescentado outros países. Foi uma das coisas mais interessantes que vi na cidade.

Duas da tarde em Berlim, Sete da noite em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo

De lá fomos ver a East Side Gallery, os grafites do Muro de Berlim. Dos mais de 140 km de comprimento, a East Side tem a maior seção do muro ainda de pé. São 1,3 km de muro grafitado seguindo as margens do rio Spree. Era outro lugar que eu estava ansiosa para ver. Existem cerca de 106 murais pintados por vários artistas ao longo do muro. É muito interessante e o que era antes um muro opressor, passou a expressar a liberdade do povo.

Essa cena entre o líder soviético Leonid Brezhnev e o presidente comunista alemão Erich Honecker realmente aconteceu.

Desde que cheguei a Berlim estava com vontade de comer o currywurst, salsicha temperada com ketchup ao curry, mas ainda não tinha tido a oportunidade. Adoro experimentar comidas tipicas quando viajo. Fomos ao Spreewirtschaft Restaurant, que fica pertinho da East Side Gallery. Matei meu desejo e realmente achei o prato muito gostoso. Adoro comida apimentada! Claro que foi acompanhado de um belo copo de cerveja alemã. O Spreewirtschaft Restaurant fica em Mühlenstraße 13-19, 10243 Berlim.

Isso é muito bom, viu?

Depois de devidamente alimentadas, fomos ao Reishtag, o parlamento alemão. O prédio tem um estilo clássico, lembrando a Catedral de Berlim, mas com uma cúpula bem moderna. A construção do edifício foi finalizada em 1894 e desde então foi vítima de um incêndio suspeito em 1933, além de ter sido destruído durante a Segunda Guerra. Muito se debateu sobre sua derrubada ou reconstrução até que, em 1956, optaram por reconstruí-lo, mas sem sua cúpula original. A cúpula atual tem 23,5 metros de altura e é toda revestida de vidro, com espelhos que refletem a luz solar, que proporcionam luz natural no interior do prédio.

Na parte interna tem um caminho em espiral, de onde você pode ver o plenário do parlamento, e vai até o topo, mostrando belos ângulos da cidade. Você pode visitar a cúpula de graça, mas a visita tem que ser previamente agendada aqui.

Estava chovendo (pra variar) e as imagens do lado de fora do parlamento ficaram bem ruins

Encerramos o dia no restaurante Mama Trattoria Berlin Mitte, um italiano delicioso que fica pertinho do Portão de Brandemburgo. Pariser Platz 6a, 10117 Berlin.

Berlim – Dia 2

No nosso segundo dia em Berlim, o tempo amanheceu um pouco melhor. Teve um pouco de sol, intercalado com vento e uma chuvinha fina.

Tomamos um café da manhã tardio no Dean & David, uma rede de restaurantes que serve sanduíches naturais, wraps e saladas, além de sucos, café e chá. É bem gostoso e tudo é bem servido. Tem vários endereços em Berlim.

Outono em Berlim

Resolvemos começar o passeio do dia pela Berliner Dom, o Catedral de Berlim, a mais linda e imponente igreja da cidade. Ela é realmente impressionante. A catedral fica na Ilha dos Museus, às margens do rio Spree e tem 114 metros de comprimento e 116 de altura. É linda por dentro e por fora.

A catedral é uma igreja protestante luterana e foi construída entre 1894 e 1905, em cima dos alicerces de outra catedral de 1747. Ela foi projetada em estilo barroco, com influência do renascimento italiano. Na Segunda Guerra Mundial, foi atingida por uma bomba de líquidos inflamáveis durante um ataque aéreo e ficou seriamente danificada. Depois da divisão de Berlim, a Berliner Dom ficou do lado oriental e só começou a ser restaurada em 1975, sendo concluída apenas em 2002, devido aos altos custos da restauração.

Linda que só! A igreja. 😉

O altar da catedral, com mármore branco e ônix amarelo, se destaca, assim como o magnifico órgão de transmissão pneumática.

Olha o tamanho desse órgão maravilhoso!

No sótão da igreja tem a Cripta dos Hohenzollern, que guardam os sarcófagos da família Hohenzollern, com mais de 90 túmulos dos membros da família imperial falecidos desde o final do século XVI até o início do século XX. É um lugar impressionante e vale à pena ser visitado.

Mas o melhor da catedral é sua cúpula, onde você pode subir e apreciar Berlim do alto. São 270 degraus. Cansa, mas vale à pena.

Um dos poucos dias sem chuva na Alemanha
Em cima, tem essas belas estátuas

A Berliner Dom fica em Am Lustgarten, 10178 Berlim.

De lá fomos à Kaiser Wilhelm Gedächtniskirche, ou Igreja Memorial Imperador Wilhelm, que foi quase toda destruída na Segunda Guerra. Ela não foi restaurada para lembrar a destruição causada pela guerra, se tornando um símbolo da inconsequência das guerras.

Era uma igreja bem grande. Tinha 5 torres, mas só sobrou uma delas, e mesmo assim bem detonada. O interior era decorado por belos mosaicos, que ainda podem ser vistos e admirados.

Uma nova igreja foi construída ao lado da antiga, bem mais moderna, com suas formas geométricas. Ela tem forma hectagonal, a torre do sino é hexagonal e as paredes são compostas por mais de 20.000 pedaços de vidro em lindos tons de azul. É um lugar que transmite muita paz.

Dá pra perceber que era linda, não?
o interior da nova igreja

De lá nós fomos conhecer o lugar que eu estava mais ansiosa para ver: o Portão de Brandemburgo, que ficou conhecido como o símbolo da reunificação alemã.

O Brandemburger Tor, como é conhecido na Alemanha, é uma enorme construção em estilo neoclássico, com 26 metros de altura e foi inaugurado em 1791. Em 1795, o monumento recebeu uma quadriga de cobre que representa a Deusa da Vitória em uma carruagem puxada por quatro cavalos em direção à cidade. A estátua que vemos hoje em dia é uma cópia feita em Berlim ocidental em 1969, já que a original foi destruída durante a Segunda Guerra Mundial.

Durante a Guerra Fria, foi construído um muro que separava a Berlim Oriental da Ocidental. As pessoas do lado ocidental só podiam ver o portão de longe, por cima do muro, já que haviam várias torres de vigilância e os soldados da Alemanha Oriental bloqueavam o acesso.

É uma construção imponente e lembra as construções da Acrópolis de Atenas. Fica na Pariser Platz, 10117 Berlim.

Portão de Brandemburgo iluminado, à noite

Terminamos o dia no Hard Rock Café Berlim. Lugar que sempre tem música boa, petiscos gostosos e o melhor mojito. Fica na Kurfürstendamm 224, 10719 Berlim.

A foto ficou borrada, mas dá pra ver o tamanho da sobremesa

Paris Pode Esperar

Anne (Diane Lane) está acompanhando Michael (Alec Baldwin), seu marido e badalado diretor de cinema, no Festival de Cinema de Cannes e sonhando em ir com ele a Paris por alguns dias ao término do festival. Michael tem que ir a Budapeste inesperadamente resolver um problema em seu novo filme e Anne não consegue acompanhá-lo porque está com uma forte dor de ouvido e o piloto do jatinho que os levaria para a Hungria, a desaconselha a viajar. É aí que entra em cena Jacques (Arnaud Viard), um bon vivant e sócio francês de Michael, que se oferece para levar Anne de carro a Paris, onde em dois dias ela reencontrará o marido. O que era pra ser uma viagem de sete horas, se torna uma verdadeira maratona gastronômica, já que Jacques insiste em parar em todas as cidades pela qual eles passam para aproveitar a gastronomia e vinhos do lugar.

Esse é o longa metragem de estreia de Eleanor Coppola, esposa do aclamado diretor Francis Ford Coppola e mãe da também cineasta Sofia Coppola. Até então ela só havia dirigido documentários.

Paris Pode Esperar é uma espécie de road movie gastronômico. Os personagens passam por belíssimas paisagens e cidades, curtindo não só a culinária, mas também a arquitetura local, como os belos arcos milenares da Provença.

A história em si é bem comum. Anne e o marido se amam, mas ele se dedica mais ao trabalho que a ela. Sua filha adolescente está saindo de casa para ir para a faculdade e Anne está meio perdida com isso. Ela passa a ser uma fotógrafa amadora e, na minha opinião, esse lado poderia ter sido melhor explorado. Além disso, não há uma grande química entre Anne e Jacques.

Mesmo assim o filme é bem gostoso de assistir, apesar do final meio previsível. Os personagens viajam por paisagens floridas, e visitam o Museu Lumière, em Lyon, e a belíssima catedral de Vezelay, na Borgonha. Tudo regado a belos pratos com receitas seculares de cada região e, claro, um bom vinho.

Paris Pode Esperar é um ótimo passatempo para quem quer viajar e não pode, em tempos de pandemia. Disponível no Globoplay.